Maurício Peretto, irmão de comerciante morto após descobrir traição, é preso em operação da PF contra fraudes


Empresário foi preso em Praia Grande (SP), como um dos alvos da Operação Tripeiros. Ele é irmão de Igor Peretto que foi morto a facadas após descobrir a traição da esposa. Irmão de Igor Peretto (à esq.), Maurício Peretto foi preso em operação da Polícia Federal
Redes sociais e Divulgação/PF
O empresário Maurício Peretto, irmão do comerciante morto a facadas após descobrir a traição da esposa, foi preso durante uma operação da Polícia Federal (PF) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A ação visava desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro.
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Igor Peretto, de 27 anos, foi morto no dia 31 de agosto de 2024 no apartamento da irmã. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o crime foi premeditado por Rafaela Costa (viúva), Marcelly Peretto (irmã) e Mario Vitorino (cunhado e sócio).
Irmão de Igor e Marcelly, Maurício foi um dos alvos da Operação Tripeiros, realizada pela PF na terça-feira (1) para cumprir 12 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Ceará.
De acordo com a Polícia Federal, o foco da operação eram os chefes da organização, os executores das fraudes e os integrantes que tinham função de incorporar pessoas utilizadas como “laranjas” pelo grupo criminoso.
Operação Tripeiros, da PF, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão
Divulgação/PF
Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, quatro mandados de prisão foram cumpridos na Baixada Santista: um em São Vicente, um em Itanhaém e dois em Praia Grande. Os presos na região teriam o papel de incorporar os “laranjas” para receberem o dinheiro das fraudes.
Além disso, outros quatro de busca e apreensão foram cumpridos nos mesmos endereços. Segundo o advogado Felipe Pires de Campos, Maurício Peretto foi preso no apartamento dele no bairro Canto do Forte.
Pires negou o envolvimento do empresário e das empresas dele com a organização criminosa. Ele informou que não teve acesso integral ao processo que está em segredo de Justiça, mas garantiu que Maurício foi “pego de surpresa e está confiante que será tudo esclarecido”.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela PF em diversos estados
Divulgação/PF
Investigação
A operação foi resultado de um ano e meio de investigação. Segundo a PF, a organização criminosa chegou a furtar, em um só dia, aproximadamente R$ 1 milhão.
O valor foi distribuído ao menos a 70 contas de laranjas de diversos estados, como: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Ainda de acordo com a corporação, os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado mediante fraude e organização criminosa.
Em nota, a PF informou que a expectativa é que a operação contribua com a desarticulação dessa rede criminosa e com a recuperação dos recursos desviados.
PF realiza operação contra organização criminosa especializada em fraudes bancárias
Caso Igor Peretto
O crime aconteceu em 31 de agosto no apartamento da irmã de Igor, em Praia Grande. Dentro do imóvel estavam a vítima, Marcelly e Mário Vitorino. Rafaela chegou com Marcelly ao apartamento, mas o deixou 13 segundos antes do marido chegar com o suspeito pelo assassinato.
Casais estavam dentro do apartamento onde Igor Peretto foi encontrado morto em Praia Grande (SP)
Yasmin Braga/g1 e Reprodução/Redes Sociais
De acordo com os depoimentos do trio e dos advogados, a viúva Rafaela tinha um caso com Mário. Além disso, o advogado de Marcelly chegou a dizer que a cliente e Rafaela tiveram um envolvimento amoroso no local antes da chegada de Igor e Mario no apartamento.
Igor Peretto foi morto a facadas e teria ficado tetraplégico [sem movimento do pescoço para baixo] se tivesse sobrevivido. A informação consta em laudo necroscópico obtido pelo g1.
O trio acusado de envolvimento participou de uma audiência de instrução no Fórum da cidade no dia 20 de março. No entanto, o g1 apurou que, por conta da quantidade de testemunhas a serem ouvidas, o juiz determinou um novo encontro para o próximo dia 7 de maio.
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